Se a temporada de inverno 2011 do Fashion Rio já tinha mostrado que o cinema e a moda podem muito bem caminhar juntos, o São Paulo Fashion Week – mesmo que de maneira mais tímida – veio para provar de vez a influência que uma área tem sob a outra.
FH por Fause Haten
FH por Fause Haten se apresentou na Bienal do Ibirapuera com uma coleção intitulada “N.A.D.A, simplicidade e essência”. Os brilhos e o tom pesado da coleção apareciam em cada nova peça que as modelos desfilavam na passarela, em contraste com grandes perucas loiras que faziam um jogo lúdico entre branco e preto. Sem excessos, com silhuetas ora mais amplas ora mais ajustadas ao corpo, Fause Haten apostou no brilho dos cristais – que permeavam toda a coleção – para mostrar a força de suas peças. Sua apresentação, no entanto, não parou por aí. Depois que todas as modelos desfilaram e sentaram em cadeiras, a passarela foi invadida por um piano e a dança do casal de bailarinos Melissa Soares e Gustavo Lopes.
Além disso, para construir sua coleção, Fausen também se inspirou na personagem de Catherine Deneuve, Séverine, em” A Bela da Tarde”.
FH por Fause Haten inverno 2011 no SPFW
A Bela da Tarde
A “Bela da Tarde,” de 1967, conta a história de Séverine – interpretada pela linda Catherine Deneuve – uma dona de casa rica, bonita e casada com um cirurgião famoso. Contrariando sua suposta vida perfeita, a protagonista do filme se sente infeliz no casamento e passa a ter uma vida dupla onde durante as noites é a esposa recatada e, durante as tardes, a grande estrela de um bordel onde realiza seus desejos sexuais.
Do diretor Luis Buñuel, o filme é a adaptação de uma obra de Soseph Kessel.
Capa e imagem do filme "A Bela da Tarde"
A atriz Catherine Deneuve que interpreta a personagem Séverine
Que o mundo do cinema e da moda sempre se cruzam por aí já sabemos, mas muitas vezes a sétima arte se torna indispensável para o universo fashion, não apenas por seus figurinos ou suas grandes estrelas, mas servindo de inspiração pra toda uma coleção.
Foi o que vimos no Fashion Rio inverno 2011, onde filmes ganharam destaque em três grandes desfiles, tendo, cada um a sua maneira, reconstruído seus enredos e seus detalhes.
Patachou Inverno 2011
A Patachou resolveu trazer para seu inverno 2011 a temática dos filmes de suspense. Suas cores apagadas, sua aura intranquila e sua obscuridade resultaram em uma cartela de cores sóbria: preto, marinho e cinza grafite. A alfaiataria veio presente em toda a coleção, em peças que brincavam com as formas sendo bem justas ao corpo, mas com pequenos volumes. Se as cartela de cores veio bem reduzida não se pode dizer o mesmo dos tecidos e técnicas que vinham nas roupas. Essas variavam entre cetins, tules, tricô, couro, jacquard…
No entanto, não era apenas na obscuridade dos tons que a coleção trazia o lado sombrio dos filmes de suspense, já que havia uma brincadeira constante com as transparências, com as misturas de formas e volumes, além do próprio jogo de luz criado pelo brilho de muitas peças.
Merece destaque o sapato da Patachou, com trançados de couro que faziam referência as treliças do filme Janela Indiscreta.
Patachou inverno 2011
Janela Indiscreta
O filme, de Alfred Hitcoch, data de 1954, tendo uma refilmagem feita em 1998. O clássico da década de 50 conta a história do fotógrafo Jeff, que depois de quebrar a perna e ficar de repouso em casa, aproveita suas horas de descanso vendo a vizinhança pelas lentes de sua tele-objetiva. Desconfiado de que foi testemunha de um homicídio, Jeff passa a fazer de tudo para confirmar suas suspeitas e provar que há um assassino no bairro.
Cena do filme "Janela Indiscreta"
Nica Kessler Inverno 2011
Uma onda vintage, bem estilo americano dos anos 60 e 70 pairava no ar. Com os filmes “Mary Poppins” e “Ironias do amor” como pano de fundo, Nica Kessler falou sobre uma mulher “bem comportada”, mas que, ao mesmo tempo, vinha cheia de toques ultra femininos. Isso se expressava na cintura marcada, no comprimento das saias além dos joelhos e no mix de estampas , em clara referências ao lúdico de “Mary Poppins” e a loucura engraçada da personagem Jordan, de “Ironias do amor”.
Cartela de cores: Cinza, preto, branco, azul marinho, marrom e mostarda.
Nica Kessler inverno 2011
Mary Poppins
Lançado em 1964, o filme se passa na Londres de 1910, onde Mary Poppins (Julie Andrews) vai trabalhar como babá dos filhos do banqueiro Mr. Banks, depois de inúmeras tentativas frustradas de achar alguém para o cargo. As crianças sapecas e toda a família se surpreenderão não apenas com as habilidades de Mary, mas ainda com seus poderes mágicos e sua capacidade, ao lado do amigo Bert, de trazer diversão para todos.
Ironias do amor
O filme de 2oo9 conta a história do casal Charlie (Jesse Bradford) e Jordan (Elisha Cuthbert) que, mesmo tão diferentes, se apaixonam e passam a viver uma história de amor. A comédia romântica dá uma reviravolta quando, no ápice da paixão, as diferenças entre o casal falam mais alto e ambos decidem se distanciar para poderem tentar transformar o relacionamento passageiro em algo mais sério.
"Mary Poppins" e "Ironias do Amor"
Aüslander Inverno 2011
Diferente do que costumava apresentar em suas coleções, a Aüslander trouxe para seu inverno 2011 uma pegada street wear bem mais leve, dosando-a em diferentes momentos na passarela. Dando destaque ao couro e ao sintético, a marca teve como base para sua coleção o andarilho Chris McCandless, a grande inspiração do filme Na Natureza Selvagem. Sua cartela de cores ia do vermelho até o camelo passando pelo amarelo, cinza, preto e pele, apresentando xadrezes, flanelados e moletons que se encaixavam na figura do viajante representada na coleção.
Auslander inverno 2011
Na Natureza Selvagem
O filme dirigido por Sean Penn foi lançado em 2007 e conta a história de Chris McCandless, um jovem de 21 anos recém-formado da faculdade que decide sair do conforto de sua casa nos EUA e partir para uma empreitada no Alasca. Acompanhado apenas pela natureza, as provações passadas em sua nova vida são relatadas ao longo do filme, inspirado na obra homônima de Jon Krakauer.
A moda é um elemento muito importante para a formação da identidade de uma pessoa. E foi pensando nisso que, já há muito tempo, revistas de moda empregam em seus editorias estrelas do cinema, que são figuras muito mais “próximas” da gente do que as modelos.
Por termos contato com essas estrelas pelas telonas, o grau de identidade é muito grande, já que, muitas cezes, queremos ser como elas, nos vestir como elas! A aliança entre estrelas de cinema e a moda tem dado muito certo.
E já que o ano está acabando, o Estilo em Claquete resolveu relembrar alguns dos editorias de moda, com estrelas do cinema, que estamparam as páginas das revistas em 2010.
Estrela de grandes filmes e casada com o também ator Brad Pitt, Angelina Jolie é a capa da edição de dezembro da Vogue americana. Na revista, ela fala da experiência de ser mãe de seis filhos e revela curiosidades sobre a vida familiar, além de ostentar looks exuberantes.
A atriz Emma Watson, a bruxinha Hermione da saga de filmes Harry Potter, demonstrou autenticidade na revista Vanity Fair, de junho passado. A atriz arrasou no editorial, mostrou um lado mais sexy, mas sem deixar de lado a inspiração romântica dos looks com babados e nos tons rosa nude.
Desde que protagonizou o filme O Diabo Veste Prada, interpretando a jornalista Andrea, Anne Hathaway foi convidada para fotografar para diversas revistas de moda. A atriz americana é a capa da versão britânica da revista Ellede dezembro. Coberta de joias, com coques finíssimos e longos mais chiques ainda, Anne Hathaway também fez um ensaio para a edição de novembro da Vogue americana. Um dos vestidos eleitos pela atriz foi assinado por Oscar de la Renta.
Em julho, a francesa Marion Cotillard foi fotografada por Mário Testino no sul da França. O editorial era parte da revista Vogue americana e a atriz vestiu grifes renomadas, como Dolce & Gabanna, Louis Vuitton e Stella McCartney.
A atriz Gabourey Sidibe, indicada ao Oscar pelo filme “ Preciosa”, estampa a capa da edição de outubro da revista Elle. A revista comemora 25 anos publicando quatro capas diferentes com estrelas de Hollywood em torno dos 25 anos. Além de Gabourey, Lauren Conrad, Megan Fox e Amanda Seyfried também posaram para a capa comemorativa.
7 de dezembro de 1941. Há exatamente 69 anos, o ataque japonês à base naval americana de Pearl Harbor, no Havaí, colocava os Estados Unidos da América, oficialmente, na Segunda Guerra Mundial.
O fato marcou tanto que já virou filme três vezes. A última vez – e a mais conhecida delas – foi em 2001. Nessa versão mais recente, “Pearl Harbor” é protagonizado por Ben Afleck e Josh Hartnett, que vivem dois pilotos e grandes amigos de infância. Os dois se envolvem com a personagem de Kate Beckinsale (Anjos da Noite), a enfermeira Evelyn.
Em meio à Guerra, “Pearl Harbor” narra uma das mais belas e comoventes histórias de amor já apresentadas no cinema. E a trilha sonora não podia fazer por menos.
A canção “There You’ll Be” tem uma melodia forte e, por isso, caracteriza bem o filme. A letra da música retrata a história perfeitamente, já que fala das lembranças de uma intensa paixão.
“There You’ll Be” levou “Pearl Harbor” a duas indicações ao Globo de Ouro – por Melhor Canção Original, categoria que também concorreu ao Oscar, e outra por Melhor Trilha Sonora.
A música foi escrita pela cantora americana Diane Warren e interpretada por Faith Hill. Michael Bay, que dirigiu o filme, também ficou responsável pelo clipe da canção.
Pode até ser que enquanto você lia esse texto, não tenha se lembrado de que música exatamente se trata. Mas com certeza vai reconhecer quando a ouvir de novo. Com vocês, “There You’ll Be…”
As trilhas sonoras conquistaram lugar cativo na crítica de um filme e estão a cada dia conquistando mais importância dentro de uma produção.
Uma das mais aclamadas criações musicas para filmes da última década está em Into the Wild ou Na natureza Selvagem, um longa metragem dirigido pelo ator veterano Sean Penn no ano de 2007 e adaptado do livro homônimo, do jornalistaJon Krakauer.
O filme é baseado na história verídica do jovem americano Christopher McCamdles, interpretado por Emile Hirsch, no início dos anos 90.
Recém formado na faculdade, Chris ou Alexander Supertramp, como se denominou, decide “parar de viver uma mentira” e embarcar em uma experiência genuína que transcendesse o materialismo, viajando sozinho pelo país, apenas com o que a natureza pudesse lhe ceder. Seu destino final: as partes mais inóspitas do Alasca.
O filme é uma verdadeira terapia e traz à tona todos os conceitos de família e sociedade que já pareciam estagnados.
As músicas são todas da autoria de Eddie Vedder, o vocalista do Pearl Jam, em seu primeiro trabalho solo.
O álbum da trilha vendeu cerca de 39 mil copias na primeira semana e tem um estilo rock folk.
Isso rendeu os prêmios no Grammy em 2008 na categora melhor música escrita para mídia visual, melhor trilha sonora no Critic’s Music Awards, o Globo de Ouro de Melhor Trilha Sonora e melhor canção original para Guaranteed e Satellite Awards para a música Rise.
Começa, dia 23, o Festival de Brasília do cinema brasileiro, o mais antigo e um dos mais importantes que acontecem no Brasil.A abertura será feita com a exibição para convidados do filme “Lilian M: Relatório Confidencial”, de Carlos Reichenbach, homenageado dessa edição, além da tradicional apresentação da Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional Claudio Santoro.
O Festival distribui esse ano 555 mil reais em prêmios oficiais, sendo 80 mil só para o escolhido como melhor longa metragem.Na seleção de longas está: “A alegria”, “Amor?”, “O céu sobre os ombros”, “Os residentes”, “Transeunte” e “Vigias”.
Além da mostra competitiva de filmes, que incluem longas e curtas 35 milimetros e curtas digitais, a programação do festival também conta com seminários e encontros, como o encontro da crítica cinematográfica e o workshop de interpretação, e o lançamento de livros e DVDs.
O Festival acontece até o dia 30 de novembro, e será encerrado com a divulgação dos vencedores dos prêmios e com a exibição privada de “Os Deuses e os Mortos”, de 1970, de Ruy Guerra.
Amor? é um dos filmes que concorre ao maior prêmio
"Somewhere" conta a história de um ator que passa a conviver com a filha
Amanhã é um dia muito especial para os fãs de Harry Potter. 19 de novembro é a data da estréia mundial do filme Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 1.
Em algumas cidades, incluindo Bauru, haverá a pré-estréia do longa hoje, à meia-noite, mas a ansiedade dos pottermaníacos não acabará esse ano.A adaptação do último livro da saga foi dividida em dois filmes, e a segunda parte só sai em julho do ano que vem.
Diferentemente do que acontece nos outros capítulos da série, em relíquias da morte, Harry e seus melhores amigos, Rony e Hermione não voltam a Hogwarts.Eles partem em busca de objetos que guardam pedaços da alma de Voldemort, arqui-inimigo de Harry, para destrui-los, e assim enfraquecer o vilão.Relíquias da Morte promete ser o filme mais sombrio da série, e os atores que interpretam o trio principal concordaram que foi o que mais exigiu deles.Além das cenas de perseguição e ação, amizade e ciúme também terão papel importante na história.
Ainda no clima do Dia das Bruxas, o Estilo em Claquete elegeu seu TOP 10 dos filmes de terror. Confira!
10- Os Outros
O longa é de Alejandro Amenábar. Nicole Kidman interpreta Grace, mãe de duas crianças que têm uma rara doença que os impede de sair à luz do sol. Grace se muda com os filhos para uma mansão isolada esperando que seu marido retorne da guerra, mas coisas estranhas começam a acontecer e eles descobrem que não estão sozinhos. Apesar de se qualificar mais como um suspense, Os Outros deixa você em constante apreensão. O cenário, sempre escuro, causa a estranha sensação de que alguém está prestes a aparecer.
9- Atividade Paranormal
O terror independente lançado em 2009 foi dirigido por Oren Peli. Katie Featherston e Micah Sloat interpretam um casal de namorados que dividem um apartamento em San Diego, Estados Unidos. Porém, uma presença assustadora persegue Katie e promete acabar com a paz do casal. Para descobrir o que pode estar incomodando a namorada, Micah instala uma câmera portátil no quarto e descobre fenômenos sobrenaturais que acontecem durante a noite.
8- Sexto Sentido
O longa, lançado em 1999, conta a história do psicólogo infantil Malcolm, interpretado por Bruce Willis, responsável pelo caso de Cole, papel de Haley Joel Osment. O menino de oito anos vive paralisado por um medo que intriga sua mãe. Mal sabe ela que seu filho possui um dom diferente e muito assustador: o de ver gente morta. A direção fica por conta de M. Night Shyamalan.
7- Psicose
O filme de 1960, de Alfred Hitchcock, ainda se mantém atual quando o assunto é causar calafrios. Janet Leigh interpreta a secretária Marion, que foge após dar um desfalque na imobiliária. Ao anoitecer, Marion resolve se hospedar no hotel Bates, onde é recebida por Norman, um tímido rapaz dominado por sua mãe. Durante a noite, em uma das cenas mais memoráveis da história, Marion é assassinada a facadas durante o banho.
6- Ring: O Chamado
O filme japonês de 1998 teve uma versão produzida nos Estados Unidos (somente O Chamado) que ficou mais famosa, embora menos assustadora. A repórter Reiko Asakawa, interpretada por Nanako Matsushima, ouve rumores sobre um vídeo que mata quem o vê uma semana após assisti-lo e resolve investigar. No início ela não dá muita importância, mas algumas descobertas fazem com que Reiko mude de opinião. E quando seu filho assiste ao conteúdo do vídeo, a repórter se lança em uma corrida contra o tempo para combater a sinistra maldição.
5- Poltergeist
O filme de Tobe Hooper foi lançado em 1982 e conta a história da família Freeling, que não sabe que a casa onde habitam esconde um terrível segredo. Até que a pequena Carol Anne, interpretada por Heather O’Rourke, começa a se comunicar com algo que ninguém mais pode ver. Quando Carol Anne desaparece, os Freeling procuram uma equipe de parapsicólogos, dispostos a enfrentar os espíritos furiosos que os assombram para recuperar a menina.
4- O amigo Oculto
O longa de John Polnson conta a história do viúvo David, interpretado por Robert De Niro, e sua filha Emily, papel de Dakota Fanning. A menina de nove anos, ainda atordoada pela perda da mãe, cria um amigo imaginário chamado Charlie. No início, as brincadeiras de esconde-esconde com Charlie parecem ser inofensivas, mas aos poucos o amigo oculto se revela alguém malvado e vingativo.
3- O Iluminado
O clássico de 1980, dirigido por Stanley Kubrick, recebe nossa medalha de bronze. O longa mostra uma família isolada em um hotel, em que a contínua solidão começa a causar problemas mentais no pai, Jack Torrance, interpretado por Jack Nicholson, e ele se torna cada vez mais agressivo e perigoso. Danny Lloyd faz o papel do pequeno Danny, filho de Jack, chamado de “iluminado” por ser capaz de prever e rever acontecimentos envolvendo macabros assassinatos no hotel.
2- Contatos de Quarto Grau
Em segundo lugar está o terror estilo ficção científica de 2009, dirigido por Olatunde Onsusanmi. O filme fala sobre a pesquisa da psicóloga Abigail, interpretada por Milla Jovovich, envolvendo estranhos acontecimentos em uma cidade do Alasca. Apresentado em forma de documentário, comenta os quatro tipos de contatos com seres extraterrestres. O de quarto grau, a abdução, é o mais perturbador.
1- O Exorcista
Eis o campeão do horror. Tendo várias versões filmadas, desde 1973 (na versão de William Friedkin) a história da menina Regan, possuída por um demônio, assombra pessoas em todo o mundo. Após chocantes mudanças em seu comportamento, Regan começa a se transformar em um ser terrível. Desesperada, sua mãe não vê alternativa a não ser procurar um exorcista.
O top 10 de filmes de terror promete muitos sustos. Confira algumas das nossas dicas!