O dia 23 de março de 2011 amanheceu mais triste e ficou marcada na história do cinema e da moda como o dia em que uma de suas maiores estrelas morreu, a atriz Elizabeth Taylor.
Com 79 anos de vida, – tendo dedicado 70 ao cinema – a atriz, que já tinha histórico de problemas no coração, faleceu em Los Angeles, Estados Unidos, devido a insuficiência cardíaca.
Nascida em Londres, capital britânica, ainda menina se mudou com os pais para o Kansas, nos Estados Unidos.
Desde pequena, seus olhos claros como violeta e suas pestanas, que por uma falha genética eram duplas, chamavam a atenção para sua beleza.
Uma amiga da família, admirada com Elizabeth e seus traços tão singulares, resolveu leva-lá para o cinema e, com apenas 9 anos de idade, Liz estreava no filme ”There’s no one born every minute”. Um ano mais tarde, fez o filme Lassie Come home (trazudido em português como “Lassie, a força do coração”) que até hoje é lembrado na história do cinema americano.
Desde sua estreia em Hollywood, os filmes se sucederam um atrás do outro na carreira da atriz: O Gigante, em 56, A árvore da Vida, 57, Gata em teto de zinco quente, em 58 e Bruscamente no Verão passado em 59.
Butterfield 8 de 1960 lhe renderia o primeiro Oscar de sua carreira, na sua quarta indicação para o prêmio. O segundo viria seis anos mais tarde, com o filme “Quem matou Vírgina Woolf”, clássico da década de 60 e até hoje apontando por alguns críticos como a melhor atuação de Elizabeth nas telonas.
Foi no filme Cleópatra (1963) um dos filmes mais famosos do cinema pelos absurdos que cercaram sua produção (o filme demorou quatro anos para ser gravado e estima-se que teve um gasto de 286 milhões de dólares) que a atriz, casada oito vezes, conheceu o grande amor de sua vida: Richard Burton.
Richard foi seu companheiro por duas vezes e aquele com que manteve contato por cartas até 1984, quando o ator morreu.
Mas não eram apenas a vida profissional e a vida amorosa de Liz Taylor, já tão movimentadas, os únicos alvos da mídia. Sua saúde e suas constantes internações eram fartamente exploradas pelos jornais da época. O envolvimento com álcool e a dependência de remédios tornavam a saúde da atriz extremamente delicada, o que levava a longos períodos em hospitais e a atrasos nas gravações de filmes.
Nada disso, no entanto, apagou seu brilho. Ícone para varias gerações, Elizabeth é sempre lembrada por sua beleza delicada, seu estilo conservador e seus olhos de violeta.
Para o professor da UNESP, João Eduardo Hidalgo, doutor especializado em cinema espanhol e diretor de curta-metragens, a diva foi também um marco em filmes esquecidos pela mídia. “Um lugar ao sol, da década de 60 e com o Montgomery Clift, é um filme que fala de traição e morte. O Montgomery Clift é pobre e se apaixona por Elizabeth Taylor, que é riquíssima, e planeja matar a mulher pra ficar com ela. Há todo um envolvimento misterioso. Um filme interessante com uma temática um pouco pesada pra década de 50, mas Elizabeth nunca teve medo de fazer filmes polêmicos, assim como na vida ela também foi bastante polêmica.”
Com uma beleza singular, na mesma época em que Brigitte Bardot e Sophia Loren eram grandes estrelas, Elizabeth Taylor deixou seu nome na história da moda e do cinema.
Paulinha Alves




