A gente sabe que a relação entre cinema e moda é grande, e não há nada que represente melhor essa união do que figurinos de filmes. Peça chave de enredos, os figurinos de alguns filmes marcam época e eternizam uma história ou um personagem no cinema.
Foi assim com o clássico “E o vento levou”, de 1939.
O filme, que retrata a relação de amor entre Scarlett O’Hara, interpretada por Vivien Leigh, e Reth, interpretado por Clark Gable, é um drama adaptado do livro de nome homônimo. Dirigido por David O Selzinick, o longa se passa durante a Guerra Civil Americana e é considerado por alguns críticos como o maior filme de todos os tempos das telonas.
Produzido por Walter Plunkett, os vestidos de Sacarlett O’Hara se imortalizaram e deram ao filme o Oscar de melhor figurino. “E o vento levou”, aliás, é o segundo filme na história do cinema a ter o maior número de indicações ao Oscar.
Entre as roupas de Scarlett usadas no filme, o vestido de veludo verde de cortinas se tornou um ícone e até hoje faz parte de exposições mundo afora.
Outro figurino sempre levado pelos cinéfilos é o de Gilda, filme de 1946.
Em preto e branco, a história de Gilda foi uma das mais provocantes da década de 40 e seu clássico par de vestido e luva virou suar marca registrada.
Interpretada por Rita Hayworth, a cena em que sua atriz tira suas luvas e canta a música “Put the blame on mame”, numa leve menção ao strip tease. é uma das mais clássicas do cinema noir.
Na lista de grandes figurinos, há ainda o incrível “Cabaret”.
Drama musical de 1972, “Cabaret”, que rendeu o Oscar de melhor atriz para Liza Minelli, traz a história da cantora e dançarina Sally Bowles. Ambientado durante a Segunda Guerra Mundial, o filme foi o primeiro de uma avalanche de longas metragens com o tema dos cabarés. As cores fortes, a sensualidade e as roupas provocantes ganharam ainda mais emoção com a maquiagem e os penteados de Sally, criados pela própria Liza Minelli.
Ganhador de oito Oscars, o filme é um clássico pra ser visto e revisto.
“Cinderela em Paris”, de 1957, é um musical estrelado por Audrey Hepburn e Fred Astaire.

Com roupas feitas por Givenchy especialmente para o filme, peças como o vestido vermelho se tornaram ícones dos figurinos dos cinema. Com o universo da moda como tema de fundo, a figurinista Edith Head conseguiu fazer de “Cinderela em Paris” um filme adorado por dez entre dez mulheres.
Finalmente, em 2006, “Maria Antonieta” trouxe os figurinos dos filmes de novo como destaque no cinema. Ambientado no século XVIII, o filme conta a história da última rainha da França, interpretado por Kirsten Dunst.
Num trabalho singelo e delicado, a diretora Sofia Coppola e figurinista Milena Caronero usaram e abusaram de cores e detalhes. Numa célebre cena do filme, vestidos elegantes se misturavam a um All Star no armário, numa brincadeira provocadora sobre o estilo da rainha da França.



