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Holly Golightly comemora 50 anos

22 jun

Um carro pára no meio fio de uma calçada, enquanto uma mulher desce e observa a joalheria a sua frente, a famosa Tifanny & Co. Vestida num tubinho preto, são vários os colares e pérolas no pescoço da mulher que se refletem na vitrine da loja. Essa cena, talvez uma das mais famosas da história do cinema, é a cena de abertura do filme Breakfast at Tiffany’s. Filmado em 1961 e vencedor de dois Oscars, melhor canção e melhor trilha sonora, o longa é estrelado por Audrey Hepburn, atriz que encantou meninas de várias gerações. Dirigido por Blake Edwars, a comédia romântica juntou três ingredientes fundamentais para seu sucesso: uma diva da moda e do cinema, uma história de amor doce e um figurino maravilhoso. Com um pacote desses, Breakfast at Tiffany’s completa 50 anos de história, sendo cultuado até hoje como símbolo do romantismo nas telonas.

 


O famoso vestido preto consagrou o minimalismo e o “menos é mais” de Coco Chanel também nos cinemas, e se tornou um dos figurinos mais copiados e reproduzidos da história. Audrey Hepburn, a grande estrela da Paramount já havia ganhado o Oscar de melhor atriz em “A Princesa e o Plebeu” e teve sua consagração como diva no filme. Tanto que a música Moon River, trilha do filme em uma de suas cenas mais famosas, foi escrita especialmente para a atriz.
Mas não foi o coração de todo mundo que se encantou por Breakfast at Tiffany’s. Baseado na obra de Truman Capote,o roteiro do filme foi odiado pelo escritor. A história original, de uma prostituta bissexual que tem um relacionamento com um escritor gay, foi totalmente mudada em Hollywood e ganhou uma versão bem mais doce no cinema. Assim nascia a história de Holly Golightly, que eternizaria Audrey Hepburn como uma figura lendária. Prova disso é a quantidade imensa de acessórios, roupas, quadros, objetos e homenagens à Breakfast at Tiffany’s. Até na série Gossip Girl, a abertura do filme ganhou uma versão.

O roteiro, e todos os detalhes que encantam meninas em todo o mundo, fazem com que Breakfast at Tiffany’s comemore 50 anos como um clássico do cinema.

 

Elizabeth Taylor, a atriz dos olhos violeta

12 abr


O dia 23 de março de 2011 amanheceu mais triste e ficou marcada na história do cinema e da moda como o dia em que uma de suas maiores estrelas morreu, a atriz Elizabeth Taylor.
Com 79 anos de vida, – tendo dedicado 70 ao cinema – a atriz, que já tinha histórico de problemas no coração, faleceu em Los Angeles, Estados Unidos, devido a insuficiência cardíaca.

Nascida em Londres, capital britânica, ainda menina se mudou com os pais para o Kansas, nos Estados Unidos.

Desde pequena, seus olhos claros como violeta e suas pestanas, que por uma falha genética eram duplas, chamavam a atenção para sua beleza.

Uma amiga da família, admirada com Elizabeth e seus traços tão singulares, resolveu leva-lá para o cinema e, com apenas 9 anos de idade, Liz estreava no filme ”There’s no one born every minute”. Um ano mais tarde, fez o filme Lassie Come home (trazudido em português como “Lassie, a força do coração”) que até hoje é lembrado na história do cinema americano.

Desde sua estreia em Hollywood, os filmes se sucederam um atrás do outro na carreira da atriz: O Gigante, em 56, A árvore da Vida, 57, Gata em teto de zinco quente, em 58 e Bruscamente no Verão passado em 59.

Butterfield 8 de 1960 lhe renderia o primeiro Oscar de sua carreira, na sua quarta indicação para o prêmio. O segundo viria seis anos mais tarde, com o filme “Quem matou Vírgina Woolf”, clássico da década de 60 e até hoje apontando por alguns críticos como a melhor atuação de Elizabeth nas telonas.

Foi no filme Cleópatra (1963) um dos filmes mais famosos do cinema pelos absurdos que cercaram sua produção (o filme demorou quatro anos para ser gravado e estima-se que teve um gasto de 286 milhões de dólares) que a atriz, casada oito vezes, conheceu o grande amor de sua vida: Richard Burton.

Richard foi seu companheiro por duas vezes e aquele com que manteve contato por cartas até 1984, quando o ator morreu.

Mas não eram apenas a vida profissional e a vida amorosa de Liz Taylor, já tão movimentadas, os únicos alvos da mídia. Sua saúde e suas constantes internações eram fartamente exploradas pelos jornais da época. O envolvimento com álcool e a dependência de remédios tornavam a saúde da atriz extremamente delicada, o que levava a longos períodos em hospitais e a atrasos nas gravações de filmes.

Nada disso, no entanto, apagou seu brilho. Ícone para varias gerações, Elizabeth é sempre lembrada por sua beleza delicada, seu estilo conservador e seus olhos de violeta.

Para o professor da UNESP, João Eduardo Hidalgo, doutor especializado em cinema espanhol e diretor de curta-metragens, a diva foi também um marco em filmes esquecidos pela mídia. “Um lugar ao sol, da década de 60 e com o Montgomery Clift, é um filme que fala de traição e morte. O Montgomery Clift é pobre e se apaixona por Elizabeth Taylor, que é riquíssima, e planeja matar a mulher pra ficar com ela. Há todo um envolvimento misterioso. Um filme interessante com uma temática um pouco pesada pra década de 50, mas Elizabeth nunca teve medo de fazer filmes polêmicos, assim como na vida ela também foi bastante polêmica.”

Com uma beleza singular, na mesma época em que Brigitte Bardot e Sophia Loren eram grandes estrelas, Elizabeth Taylor deixou seu nome na história da moda e do cinema.

Paulinha Alves