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Falta criatividade em Hollywood?

17 out

Se você gosta de cinema, com certeza já assistiu Guerra dos Mundos, o clássico King Kong, ou a comédia Doutor Dolittle. Mas você sabia que esses filmes são remakes de outros longas?

Remake é a regravação de algo que já foi feito antes. Normalmente, são feitos remakes de filmes que fizeram muito sucesso no passado e que estão precisando passar por uma reciclagem de efeitos ou no roteiro.

O que difere um filme original de um filme remake é, principalmente, o visual da gravação, já que os aparatos tecnológicos de hoje em dia permitem uma maior qualidade na imagem e nos efeitos especiais dos longas.

Entretanto, existem algumas reservas em relação a essas refilmagens. Críticos afirmam que alguns remakes não são feitos para aprimorar a qualidade ou corrigir um problema do original, mas são produzidos no intuito de recomeçar o ciclo de comercialização financeira do produto.

O designer Fernando Cordeiro, criador do site de cinema Pipoca Atômica, acredita que exista um abuso sobre os remakes e deu como exemplo Karate Kid, lançado esse ano. “O filme abusou um pouco dessa licença do remake de fazer alterações no roteiro, e o que o Jackie Chan ensina como Mestre Miagui para o garoto é Kung Fu, não Karatê. O filme acabou saindo com o nome de Karate Kid pra pegar carona com o sucesso do filme antigo.”, disse Fernando.

Alguns remakes mais recentes, lançados esse ano, são Fúria de Titãs, baseado no original de 1981, A Hora do Pesadelo, que trouxe o Freddy Krueger de 1984 para o século XXI e, claro, Karate Kid, que reconfigurou a versão de 1984.

Ultimamente, a década de 80 tem sido alvo dos produtores de remakes. Os anos 80 tiveram grande apelo cinematográfico, pois durante esse período os filmes produzidos foram marcantes. “Na década de 80, os caras faziam umas coisas meio doidas e algumas acabaram pegando. Hoje em dia tem essa modinha do politicamente correto, então a galera acaba não arriscando muito. E esses filmes acabaram ficando famosos na época justamente por causa da ousadia deles.”, comentou Fernando.

Mas os especialistas em cinema garantem que o que está perfeito não deve ser mudado e que a falta de criatividade faz com que Hollywood lance mão de artifícios como os remakes para ganhar dinheiro fácil. “Tem alguns remakes que são clássicos, é difícil para alguém por a mão. No caso do Piscose, do Hitchcock, é difícil colocar a mão em algo que já faz parte da cultura pop. Imagina fazer um remake de Matrix, Harry Potter, O Senhor dos Anéis, De Volta Ao Futuro!”, argumentou Fernando.

Exemplos de falta de criatividade ou não, os remakes continuam atraindo legiões aos cinemas de todo o mundo, e rendendo milhões para seus realizadores.

O Estilo em Claquete separou algumas refilmagens famosas. Confira!

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Alguns remakes são clássicos, como Piscose, um dos melhores filmes de suspense de Alfred Hitchcock. O original foi filmado em 1960 e o remake, em 1998.

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Provavelmente você conhece o Danny Ocean, de Onze Homens e um Segredo, na pele de George Clooney, mas esse filme lançado em 2005 trata-se de um remake. O original, gravado em 1960, trazia Frank Sinatra no papel principal.

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O diretor Tim Burton pode ser classificado como especialista em remakes. Ele regravou Planeta dos Macacos, em 2001, baseado no longa de 1968, e também  A Fantástica Fábrica de Chocolate, original de 1971 e com refilmagem em 2005.

PERFIL FASHION: JOHNNY DEPP

16 out

John Christopher Depp II nasceu no dia 9 de junho de 1963, em Kentucky, nos Estados Unidos. Filho de pais separados, ele se mudou para a Flórida ainda jovem e detestava freqüentar a escola. Foi só mais tarde,  já na fase adulta, que as coisas mudaram. Johnny Depp conheceu o ator Nicolas Cage, que lhe conseguiu um teste em Hollywood.

O primeiro papel no cinema foi no clássico do terror A Hora do Pesadelo, de 1984, em que enfrentava o temido Freddie Krueger. Daquela época até hoje, Johnny Depp consagrou uma extensa filmografia, marcada por personagens excêntricos.

Pra quem cresceu na década de 90, Edward, Mãos de Tesoura é um exemplo básico (da Sessão da Tarde!). O filme, de 1990, marcava o início de uma das parcerias mais bem sucedidas do cinema, junto ao diretor Tim Burton, com quem trabalhou outras seis vezes.

E não são apenas os personagens de Johnny Depp que inspiram gerações. Mais do que isso, o ator é uma referência de moda.

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Johnny Depp faz o estilo grunge, também conhecido como “mendigo chique”. Quem vê o ator desfilar jeans surrado e barba por fazer pode até pensar que ele seja meio desleixado. Entretanto, são os acessórios, cuidadosamente escolhidos, que garantem a Johnny Depp o status de ícone fashion.

Foto: Fashionismo

Chapéus, óculos de lentes azuis coloridas, muitas correntes, pulseiras e munhequeiras dão um toque especial aos looks do ator, que costumeiramente é flagrado vestindo coletinhos, camisas xadrez e blusas listradas. Johnny Depp gosta de misturar estilos diferentes – quase sempre com um ar meio hip hop -, fazendo com que seu visual atraia muitos olhares curiosos e, até mesmo, cheios de inspiração.

O astro, aliás, não faz o tipo que gasta uma fortuna em lojas de roupas e, por isso, conquista tantos adeptos a seu estilo. O estudante de psicologia, Hudson Cheque Leite, é daqueles que estão sempre atentos às tendências fashion e considera Johnny Depp seu maior ícone de moda. “Muitas celebridades se vestem bem, mas é fácil se vestir bem usando Armani, Dolce&Gabbana, etc. Johnny Depp consegue ter estilo vestindo roupas que qualquer um tem no guarda-roupa”, justifica. “Uma vez, vi uma foto em que ele estava usando um cachecol listrado. Mandei fazer um igual pra mim.”

Foto: Blog Amaury Junior

E se quase todo “mero mortal” acredita que o inverno seja a época mais elegante do ano, é nessa estação que  Johnny Depp esbanja ainda mais estilo. Para acompanhar o inseparável cachecol, ele usa casacos e trench coats sóbrios – que contrastam com a calça jeans rasgada (que ele adora!). Na cabeça, chapéu ou touca de lã.

Foto: Abril

Inverno ou verão, Johnny Depp é sempre uma referência de estilo!

 

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Bolsas, camisetas, acessórios… Alice invadiu o mundo da moda!

22 abr

A febre de Alice no País das Maravilhas de Tim Burton saiu do cinema e invadiu o mundo da moda. É uma novidade atrás da outra.

O filme estreou dia 5 de março nos Estados Unidos e foi o mais assistido e o que mais faturou no país, além de ganhar o prêmio de maior estréia em 3-D, superando Avatar, até então campeão global em bilheterias. Enquanto isso no Brasil, a estreia acontece na sexta, dia 23 de abril. (Veja o trailer aqui)

 O filme de Tim Burton invade o mundo da moda com muito estilo e com opções para todos os gostos. A Disney lançou uma coleção de roupas femininas, uma linha de bonecos e uma coleção de relógios e jóias inspirados no filme. É possivel comprar os produtos pela internet, já que a loja faz entrega no Brasil. No entanto, há uma taxa de 99 dólares, digamos um pouco alta.

 A famosa marca de cristais Swarovski também não perdeu tempo. Lançou modelos inspirados no longa de Tim Burton. Tem colares e pulseiras em formato de cupcakes, cartas de baralhos, donuts, relógio, gato…. Esses produtos já estão disponíveis no Brasil no Shopping Iguatemi e pela internet no site da loja.

 A cantora Avril Lavigne embarcou na febre e desenhou para sua grife, a Abbey Dawn, roupas baseadas em Alice, mas elas só estão disponíveis nas lojas Kohl’s que não possuem filiais e não entregam no Brasil, infelizmente.

Outra marca que aproveitou a onda de Alice foi a New Era. A marca de bonés americana lançou uma coleção inspirada nos personagens e nas cenas do filme. Os produtos ainda não estão disponíveis no Brasil, apenas em algumas lojas ao redor do mundo.

[Editado em 9/2/2011] Errata: A Abey Danw é da Avril Lavigne, e não da Lindsay Lohan

Divulgada lista de filmes competidores no Festival de Cannes

17 abr

Cartaz oficial do 63º Festival de Cannes

A 63ª edição anual do Festival de Cannes está cheia de atrações. Alguns dos vinte filmes que vão concorrer à Palma de Ouro, este ano, são “Another Year”, de Mike Leigh, “Certified Copy”, de Abbas Kiarostami, “The Housemaid”, de Im Sang-soo, “A Screaming Man”, de Mahamat-Saleh Haroun e “You, My Joy”, de Sergey Loznitsa.

A abertura oficial já está confirmada com o filme Robin Hood produzido por Ridley Scott e estrelado por Russel Crowe, uma parceria mais que certeira começada no premiado “Gladiador”. O trailer do filme já pode ser visto na internet e sua estréia vai acontecer primeiro em Portugal, um dia depois do Festival de Cannes, e só depois nos Estados Unidos.

O festival acontece entre os dias 12 e 23 de maio, na cidade de Cannes, no sul da França, e as atrações estão sendo reveladas aos poucos pelos organizadores. A mestre de cerimônia desse ano vai ser a atriz inglesa Kristin Scott Thomas e o presidente do júri será ninguém menos que o diretor Tim Burton, que no momento divulga sua mais nova produção, “Alice no País da Maravilhas”.

Outros nomes presentes no júri serão o ator mexicano Gael García Bernal e a atriz italiana Giovanna Mezzorgio. A cineasta francesa Claire Denis presidirá o júri da mostra Un Certain Regardo e o diretor e roteirista canadense Atom Egoyan será o presidente do júri da Cinefondation, com filmes feitos por estudantes de cinema.

O cartaz oficial do evento já foi divulgado, apresenta a imagem da atriz francesa Juliette Binochee e foi montado pela fotógrafa Brigitte Lacombe e pelo designer Annick Durban.

Confira a lista de filmes em competição no 63º Festival de Cannes:

 “Another Year”, de Mike Leigh (Reino Unido) “Biutiful”, de Alejandro Gonzalez Inarritu (Espanha/ México)

Burnt by the Sun 2″, de Nikita Mikhalkov (Alemanha/ França/ Rússia)

Certified Copy”, de Abbas Kiarostami (França/ Itália/ Irã)

Fair Game”, de Doug Liman (EUA)

Hors-la-loi”, de Rachid Bouchareb (França/ Bélgica/ Algéria)

The Housemaid”, de Im Sang-soo (Coréia do Sul)

La Nostra Vita”, de Daniele Luchetti (Itália/ França)

La Princesse de Montpensier”, de Bertrand Tavernier (França)

Of Gods and Men”, de Xavier Beauvois (França)

Outrage”, de Takeshi Kitano (Japão)

Poetry”, de Lee Chang-dong (Coréia do Sul)

A Screaming Man”, de Mahamat-Saleh Haroun (França/ Bélgica/ Chade)

Tournee”, de Mathieu Amalric (França)

Uncle Boonmee Who Can Recall His Past Lives”, de Apichatpong Weerasethakul (Espanha/ Tailândia/ Alemanha/ Reino Unido/ França)

You, My Joy”, de Sergey Loznitsa (Ucrânia/ Alemanha)

Laura Luz.